Uma pessoa “normal” usaria tijolos, cimento, tintas e etc, para construir sua casa mas sempre há exceções. Veja os materiais recicláveis que as pessoas podem usar para construir suas casas.

Casa Container

 

Esta impressionante casa é quase como uma obra de arte que você pode viver dentro. Construída usando contêineres reciclados, a “casa container” tem todas as conveniências modernas de uma casa tradicional, mas com um estilo único.

Uma cozinha moderna, piso plano enorme e janelas gigantescas que trazem toneladas de iluminação natural, estas são apenas algumas das grandes características desta casa, e os custos de construção foram relativamente baratos quando comparados à construção tradicional.

Casa Avião

 

O que poderia ser melhor do que uma incrível casa feita de um avião? O avião em si custou apenas US$ 2000, embora transporta-lo tenha custado US$ 4000 e renová-lo para a habitação levou mais US$ 24000 – mas no total ficou apenas US$ 30.000 para uma casa verdadeiramente surpreendente e original.

As escadas originais do avião foram mantidas e são operadas por um abridor de porta da garagem e um dos banheiros originais do avião ainda funciona como sempre fez. E a cabine do piloto fica suspensa sobre o lago abaixo. E claro que também possui sua própria banheira de hidromassagem.

Hotel cartão-chave

 

Há um hotel em Nova York chamado cartão-chave que foi construído a partir de 200.000 chaves de cartão. Tudo neste hotel, seja de cama, piso, parede, cadeira, é feito de cartões. Este hotel foi criado pelo detentor do recorde mundial de construção de casas de cartões, Bryan Berg. Isto faz pensar, se eles fornecem todos os cartões de visita do seu hotel.

Casa pequeno cruzador

 

Ford Benson é um belo navio que agora pertence à Bryan Kasper. Tendo devidamente servido sobre os Grandes Lagos há 50 anos, o navio já pode ser encontrado em um penhasco no South Bass Island em Lake Erie. Originalmente, Henry Ford tinha-o construído como seu próprio navio de cruzeiro.

Então, em 1986, depois de ter sido despojado de seu motor, Frank J. Sullivan comprou o navio de luxo de uma empresa de resgate, trouxe para a ilha, e transformou-o em uma residência do lago para sua família.

Casa feita de garrafas plásticas

 

Os americanos consomem cerca de 70 milhões de garrafas todos os dias e também é comum em outras partes do mundo. Existe até um movimento contra esse exagero pois essas garrafas geralmente acabam em aterros sanitários.

Mas uma família em Puerto Iguazu, Argentina, tomou conhecimento disso e descobriram como ajudar a resolver este problema, construindo uma casa usando garrafas de plástico. Toda a estrutura da sua casa e todos os móveis foram construídos a partir de garrafas plásticas, latas de alumínio, e outros bens reciclados.

Como se este projeto não fosse assustador o suficiente, o proprietário (e construtor) Alfredo Santa Cruz também projetou uma versão menor de um teatro feito de garrafas para sua jovem filha.

Casa de lixo

 

Uma casa feita de lixo. Se você usar um monte de lixo para construir uma casa completa ou usar um material para consertar uma casa velha, você tem que admitir que esta fazendo uso de materiais recicláveis e o custo necessário é zero, você só precisa de algum tempo, e nem sequer terá necessidade de limpá-lo, já que ninguém vai realmente perceber que sua casa está suja.

Mas antes de tentar fazer algo assim, seria melhor conversar com seus vizinhos. Não adianta passar o tempo construindo isso se você não pode cumprir com as leis locais.

Casa de cerveja

 

Esta casa é composta de 39 mil cervejas e foi construída por John Milkovisch em 1968 em Houston, Texas, e a melhor parte é que ela cheira a cerveja e é aberto ao público nos fins de semana.

Casa de jornal

 

Sumer Erek diz que, os jornais são duros se você rolá-los e eles podem ser usados para fazer uma casa, então ela decidiu construir uma casa com jornais.

A casa foi criada em Londres Gillett Square, em março de 2008, transformando mais de 85.000 jornais utilizados em uma obra de arte, atraindo um grande número de pessoas e cobertura da imprensa internacional. Ela agora conta com mais de 100 mil jornais.

Casa porta

 

Esta foto foi tirada perto de Elberton, Georgia e não é apenas uma casa simples, ela foi criada usando somente portas. Piso, janelas, paredes, tudo é feito de portas. Este é um grande exemplo de criatividade que nos surpreende a cada dia.

Casa sucata

 

Esta casa foi criada por uma equipe de arquitetos, engenheiros, empreiteiros de San Francisco para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 2005, usando sucatas. Causa nobre, não é?

Casa feita de navio

 

Seu criador, Miles Menor Kellogg, foi um construtor versátil na década de 1920 e 1930 que amava fazer o uso de material de sucata e usá-lo para novas estruturas. A madeira que compõem esta estrutura original foi tirada de um velho balneário no Moonlight Beach em 1925.

Por causa de seu teto baixo, a madeira não era apropriada para uma casa normal, mas funcionou esplendidamente para estas duas casas-barco, concluídas em 1928.

Casa Balsa

 

Sra. Breuer e seu marido começaram a procurar por edifícios industriais para comprar, anos atrás. Mas, apesar das vagas criadas pelas quedas das pontocom, eles não conseguiram encontrar um edifício adequado. “Eu tinha visto rebocadores que haviam sido convertidos, Sr. Lundberg disse “então eu pensei, Que tal um pequeno navio?” Ele encontrou o Maritol, que foi construído em 1975, listado em U$260.000 em um site que trata de navios usados e recuperados.

Eles voaram para a Islândia para comprá-lo e contratou cinco membros da tripulação do navio para entregá-lo através do Canal do Panamá para San Francisco, em uma viagem de sete semanas.

Eles gastaram outros U$600.000 para repintar o exterior, a reconstrução do motor, a conversão do sistema elétrico para os padrões dos Estados Unidos e outras alterações necessárias para tornar o navio habitável.

Casa paletes de madeira

 

A Casa Manifesto pela Infiniski usa pré-fabricados de materiais como contêineres e paletes de madeira para criar esta casa “moderna”. Construído em Curacavi, a modesta casa é composta por vários paletes que recobrem dois contêineres.

Barato e rápido para construir, este plano utiliza materiais sustentáveis, incorporando sistemas de energia renovável.

Fonte: Uphaa 

Disponível em: http://sizeinfo.blogspot.com/2011/09/13-casas-feitas-de-materiais.html

 

Fonte: Google Imagens

O Governo do Rio começou a testar o asfalto ecológico como alternativa para aumentar a segurança nas estradas e espera adotar a iniciativa em todo o estado. O asfalto é feito com pneus triturados e cada metro quadrado retira 1 pneu usado. A vantagem desse material é que deixa a pista menos escorregadia em dias de chuva e tem expectativa de durar 20 anos, o dobro em relação a recapeamentos comuns.

“Além de conseguir gastar [na fabricação do asfalto] uma quantidade muito grande de pneus, esse pavimento com alta viscosidade, elevado percentual de borracha, permite uma redução de ruído muito grande”, explica o diretor de Obras do DER-RJ. Ele destaca que a mistura garante uma massa asfáltica com alto coeficiente de atrito, aumentando a performance dos carros. Com isso, é possível reduzir o número de acidentes nas pistas.”

Uma usina móvel foi instalada em Cachoeiras de Macacu para produzir o material, que foi inventado em 1960, no Arizona (Estados Unidos), mas só foi liberado para uso em escala industrial após a quebra da patente do produto, em 1998.

Publicado em: http://meumundosustentavel.com/noticias/governo-do-rio-testa-asfalto-ecologico/

Fonte: http://www.ambiencia.org/site/outros-autores/governo-do-rio-testa-asfalto-ecologico-2/

Parece que o Japão está mesmo engajado nas questões ambientais e usando toda a tecnologia a favor da sustentabilidade e infra-estrutura com energia segura e renovável, especialmente após o desastre nuclear de Fukushima Daiichi.

A empresa Panasonic em conjunto com mais oito empresas, estão desenvolvendo um projeto chamado Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST). O projeto já está em andamento e estima-se que ficará pronto em 2014.

Nessa cidade com cerca de 200 mil metros quadrados e capacidade para 3 mil moradores, serão construídas em torno de mil casas, todas com painel solar.

A idéia é transformar um pedaço de Fujisawa (Kanagawa) em uma “cidade sustentável e inteligente” com a ajuda de nove empresas. Cada uma tem a sua responsabilidade de criar o conceito de cidade modelo e serviços de gestão de energia.

Este seria um grande desenvolvimento do setor privado e apesar de haver projetos parecidos como em Dongtan (China) e Graciosa (Alemanha), esse seria o primeiro a ser 100% sustentável no mundo. Estima-se que será gasto em torno de 60 bilhões de ienes para o desenvolvimento.

A idéia do projeto é que a cidade não utilize nada poluente, bem como nenhuma energia provinda de usina nuclear ou elétrica. A cidade utilizará painéis solares que se misturarão com a flora verde da cidade. O designer do espaço da cidade também possibilitará que seus habitantes façam os percursos à pé aos supermercados, escolas, etc.

Para a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera, os habitantes da cidade serão incentivados a comprarem carro elétrico. Haverá estações de carregamento de bateria por toda a cidade para carros e motocicletas elétricas. Haverá também unidades de armazenamento de energia em todas as casas, onde será guardada toda a energia não utilizada para ser usada posteriormente.

A iluminação pública também terá um sistema de armazenamento de energia e sensores que evitarão desperdicios. Além de energia solar, haverá outras formas de coleta de energia, como vento (energia eólica), calor (geotérmico), luz (fotovoltaica) e água (hidráulica) para encher os sistemas de armazenamento de energia na cidade.

Panasonic espera usar Fujisawa SST como modelo para criação de novas “cidades inteligentes”, tanto no Japão como em outras partes do mundo. Segundo Panasonic, a cidade poderá receber os moradores à partir de março de 2014.

Fonte: http://www.japaoemfoco.com/projeto-fujisawa-sst-cidade-verde-e-sustentavel-no-japao-em-2014/

No dia nove de novembro de 2011, nós, desenvolvedores desse blog, tivemos uma breve conversa com a Engenheira. Civil Stela Fucale, D.Sc, a qual é também Coordenadora do Curso de Especialização em Gestão e Controle Ambiental da Escola Politécnica de Pernambuco. Através desse encontro, tivemos a oportunidade ter acesso ao conteúdo do texto abaixo, o qual foi gentilmente cedido para ser exposto no blog pela mesma. Leiam!

Construção Civil e Sustentabilidade: Desafios e Benefícios do Reaproveitamento de Resíduos nos Canteiros de Obras

Uma obra para se tornar mais sustentável deve iniciar esta ação desde a concepção do projeto, na escolha dos materiais a serem usados, na escolha da tecnologia construtiva, do processo construtivo, os quais devem ser mais racionalizados, em alternativas para reuso de água, alternativas de reuso e reciclagem dos resíduos que venham a ser gerados, etc. Para reduzir, por exemplo, a geração de resíduos nas obras, há uma tendência cada vez maior do emprego de estruturas pré-fabricadas, onde a produção de resíduos é mínima.
No que se refere aos resíduos da construção civil, para o reaproveitamento dos mesmos é necessário que haja uma seleção dos materiais constituintes. Esta seleção deve ser realizada dentro da própria obra, para facilitar o processo. De acordo com a resolução nº 307 do CONAMA (2002), Conselho Nacional de Meio Ambiente, os resíduos da construção civil (RCC) são classificados em quatro grupos:
Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados para a construção civil, tais como, tijolos, blocos, argamassa, concreto, solo;
Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras, gesso;
Classe C – resíduos que ainda não possui tecnologia economicamente viável para reaproveitamento;
Classe D – são os resíduos perigosos, tais como, tintas, solventes, óleos.
Sendo assim, uma vez separados na obra, os resíduos poderão ter sua destinação conforme a classe que se enquadra. É importante ressaltar que cerca de 90% dos materiais constituintes dos RCC são correspondentes à Classe A, ou seja, podem ser utilizados como agregados reciclados (areia, brita, bica corrida, dentre outros), substituindo-se desta maneira os agregados naturais.

Gestão de Resíduos da Construção Civil em Recife
No que se refere à gestão de Resíduos da Construção Civil em Recife, capital do Estado de Pernambuco, foi estimado um total de 1.334 toneladas de RCC por dia, no ano de 2005, o que corresponde a uma geração per capita de 280 kg/hab por ano. Este valor é considerado mais baixo do que o esperado, levando-se em consideração o porte do município. Dados mais atuais da geração de RCC em Recife estão sendo levantados pelo grupo de pesquisa AMBITEC – Engenharia aplicada ao Meio Ambiente da Universidade de Pernambuco, mas já poderíamos falar que são gerados no mínimo 2.000 toneladas de RCC por dia. Uma preocupação que se tem com a geração dos RCC no município é o fato de parte dele não ter uma destinação adequada, ocasionando em uma série de impactos ambientais, econômicos e sociais.
Verifica-se, no âmbito das empresas construtoras de PE, a existência de setores que tratam da questão ambiental, seguindo a necessidade de outros setores, tais como qualidade e segurança do trabalho. Sendo assim, para empresas que se enquadram como grandes geradoras, as perspectivas são mais positivas, no que se refere à questão de gestão interna dos resíduos e destinação final compromissada. Quanto às empresas enquadradas como pequenos gerados, tais como construções informais, reformas, dentre outros, não há procedimentos voltados para a redução da geração de resíduos, nem mesmo a destinação final adequada dos resíduos gerados. Isto já é um problema vivenciado nos municípios de PE, com vários pontos de descarte clandestino (rios, canais, calçadas, estradas, terrenos baldios, etc), acarretando em impactos ambientais, econômicos e sociais.
Atualmente, há uma unidade de beneficiamento de RCC, localizada em Camaragibe-PE, operando desde agosto de 2010. Tem-se verificado um crescimento do número de empresas construtoras que tem encaminhado seus resíduos a esta unidade, a qual é licenciada pelo CPRH. Esta unidade beneficia os resíduos, transformando-os em agregados reciclados, os quais estão sendo vendidos e tendo diferentes usos. Isto é um avanço tanto na questão de destinação compromissada, como na produção de agregados reciclados para consumo. Mas atualmente esta Unidade recebe cerca de 1.000 toneladas de RCC por dia, ou seja, há um quantitativo (2.000 a 3.000 toneladas/dia) que está sem destinação adequada.
É importante ainda destacar que é necessário que haja uma legislação aplicável a esta questão no município. A Lei Municipal nº 17.072/2005 referente ao RCC do município de Recife não está regulamentada. Isto dificulta o cumprimento das obrigações (segregação, reaproveitamento, destinação final adequada, etc). Além disto, não há incentivos fiscais para o uso de agregados reciclados em substituição aos agregados naturais. Enquanto não houver uma atuação efetiva do poder público para um Plano de gerenciamento de Resíduos no Estado e nos municípios, continuará a existência de irregularidades na gestão dos resíduos. O aquecimento do mercado sem uma política consistente de resíduos sólidos tende a piorar as condições atuais.
Existem algumas empresas associadas ao SINDUSCON/PE que têm realizado a segregação dos resíduos nos canteiros, o que de fato traz uma série de benefícios, tais como melhoria da limpeza; organização do canteiro; menor número de acidentes de trabalho devido a este fator; maior valorização dos resíduos, os quais são separados por classe e assim facilita a aplicação do mesmo; redução dos custos do número de caçambas a ser recolhida durante a obra; dentre outros. Entretanto, no que se refere, por exemplo, ao uso corrente do resíduo nas obras (reaproveitamento), seja pela reutilização do mesmo ou reciclagem para uso como agregado, não é uma prática verificada nas empresas atuantes na região metropolitana do Recife. Há ainda incertezas quanto ao uso destes novos materiais. O reaproveitamento de RCC ainda tem que vencer desafios, tanto do ponto de vista técnico e econômico, quanto em relação à desconfiança do próprio setor. Há ainda uma imagem de que os materiais reciclados sejam produtos de segunda linha.
Há algumas iniciativas mais recentes em Recife como é o caso da obra da construção do Shopping Center Rio Mar, que apresenta como meta o reaproveitamento de todos os resíduos gerados e aplicados na própria obra, para ser qualificada como uma obra sustentável, de certificação verde.

Benefícios do reaproveitamento dos RCC
Os benefícios do reaproveitamento dos RCC são inúmeros, envolvendo tanto os aspectos ambientais, econômicos e sociais. O reaproveitamento de resíduos reduz os custos da construção civil, seja pelo não descarte do mesmo (pois para descarte as empresas construtoras devem pagar as empresas coletoras para transporte e destinação final), seja pela redução de aquisição de matéria prima natural. Sem falar dos ganhos ambientais, pois a destinação adequada dos resíduos (seja a partir do reaproveitamento dentro do canteiro, seja no envio dos resíduos para unidades de beneficiamento, aterros, etc.) reduz a quantidade de resíduos que são lançados no meio ambiente ilegalmente, além de reduzir a exploração de jazidas de agregados naturais (matéria prima natural, exemplo: areia).
O município, a partir do setor de limpeza urbana, no caso de Recife a EMLURB, tem custos com a remoção dos resíduos em áreas públicas e assim estes podem ser reduzidos uma vez que os resíduos tenham uma destinação adequada. Dos resíduos sólidos urbanos que são recolhidos pela EMLURB em pontos de deposição clandestina, há uma parcela significativa dos RCC, chegando a ordem de 40 a 50% do total. Isto é um grande prejuízo econômico e ambiental.
Pode-se ainda citar que a segregação dos resíduos nos canteiros permite abrir possibilidades para associações de catadores, ONG’s, os quais podem estabelecer parcerias com as empresas construtoras para destinar adequadamente os resíduos, principalmente os papéis, papelão, plástico, metal, pois tem valor para a indústria de reciclagem. Torna-se uma fonte de renda para estes atores, tornando-se um benefício no aspecto social. E ainda trazendo benefícios ambientais, por reduzir o consumo de matérias primas pelo reaproveitamento, reciclagem destes resíduos.

Fonte: Google Imagens

O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos.

O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores. Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia?

A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário(faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.)

Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:

  • redução dos custos de investimento e de operação;
  • imagem, diferenciação e valorização do produto;
  • redução dos riscos;
  • mais produtividade e saúde do usuário;
  • novas oportunidades de negócios;
  • satisfação de fazer a coisa certa.

Construção sustentável custa mais caro?

Fonte: Google Imagens
 
 
 

A adoção de soluções ambientalmente sustentáveis na construção não acarreta em um aumento de preço, principalmente quando adotadas durante as fases de concepção do projeto. Em alguns casos, podem até reduzir custos. Ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, sua utilização pode representar uma economia de 30% de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel.

Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso. Edifícios que empregam sistema de reuso de água (a água dos chuveiros e lavatórios, após tratamento, volta para abastecer os sanitários e as torneiras das áreas comuns) podem ter uma economia de água da ordem de 35%. Por princípio, a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade.

O estudo inglês Costing sustainability, “How much does it cost to achieve BREEAM and EcoHomes ratings (2004)”, concluiu que em alguns casos a adoção de estratégias avançadas de sustentabilidade podem inclusive reduzir custos.

“A construção sustentável não custa mais caro, desde que integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto.”

Antônio Setin (presidente da construtora Setin)

“Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos”

Alexandre Melão (Esfera)